Mostrando postagens com marcador campanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador campanha. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

"Um mundo" por Marina Silva

O jogo interativo de Marina Silva denominado “Um Mundo” é uma das estratégias de marketing mais específicas da campanha da candidata. Lançado em Agosto, o jogo é comparado ao FarmVille, do Facebook, e permite que o usuário, ao clicar em “quero um mundo”, construa seu mundo baseado nas propostas da candidata (ou bandeiras, segundo o jogo), tais como: desenvolvimento sustentável, educação, saúde, empregos, meio ambiente, cultura e arte.


O objetivo do game é a criação de um mundo melhor baseado nestas bandeiras, e quanto mais seu “mundo” é acessado, mais ele cresce e se desenvolve. Cada pessoa que acessa oss mundos criados pelos outros usuários pode ganhar um presente virtual surpresa. O objetivo central desta estratégia é divulgar de forma viral as principais ideias de Marina Silva. A candidata acredita que esta “é uma forma bem interativa de a gente, na prática, mostrar que um outro mundo é possível”.

Compartilhar bandeiras e visitar os mundos construídos pelos demais jogadores, além de receber visitas, é portanto a tônica do jogo. E toda essa dinâmica pode ser compartilhada nas redes sociais.

No site oficial de Marina Silva, a criadora do jogo, Anna Valenzuela, diz que este “não é um game apenas para simpatizantes de Marina, mas para todos que querem um mundo melhor. Desenvolvemos um jogo fácil de ser utilizado por qualquer internauta, sem necessidade de instalação de softwares especiais e totalmente integrado com as redes sociais existentes, onde o principal objetivo é compartilhar, divulgar e distribuir suas bandeiras favoritas para o maior número possível de pessoas”.

Muitos usuários sinalizaram falhas no sistema do jogo visando à melhoria do mesmo. Várias sugestões e comentários foram feitos a fim de incentivar a continuidade do game. A versão ainda está em beta, o que significa que não está 100% completo e que ainda pode sofrer alterações.

Veja no vídeo abaixo como funciona o jogo:

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O recado de Lula

Com poucas visualizações, há, no YouTube, um vídeo do presidente Lula mandando um recado para os internautas que têm ajudado a constituir a democracia eletrônica. Em 1:34, o presidente ressalta o valor histórico desse momento na democracia brasileira, em que cada internauta tem o poder de formar opinião nas mãos, mesmo tendo poucas horas para interagir nas redes sociais - por isso o grande número de pessoas conectadas durante as noites e madrugadas. E mesmo que esse recado de Lula seja um anúncio publicitário e tenha motivações claras, consegue explicitar um pano de fundo mais complexo que envolve mudanças nos hábitos de consumo, melhoria nas condições sócio-técnicas, maior acessibilidade a informações diversas, uma vez que não ouvimos somente a mídia massiva, etc.

  O vídeo também é uma prova de como o marketing político digital deve assumir suas peculiaridades, ainda que elas não estejam muito bem delineadas: o YouTube não é um serviço para que todos os filmes do horário eleitoral transmitido pelas TVs e rádios sejam hospedados, mas é um site que possibilita aos seus usuários apropriações específicas, as quais, quando bem utilizadas, até  podem atuar de maneira mais intensa que nas mídias massivas.

Confira o vídeo abaixo:


terça-feira, 24 de agosto de 2010

A famosa campanha de Barack Obama


Em 2008, o mundo parou para acompanhar de perto a eleição presidencial que ocorria nos Estados Unidos. Pode-se dizer que isso se deu basicamente por dois motivos: 1. a relevância política e econômica de um país no qual o presidente eleito poderia mudar o futuro de várias nações; 2. o grande alcance do marketing político do presidente Barack Obama através da utilização da Internet e, mais especificamente, das redes sociais.

Definitivamente, a campanha do atual presidente dos EUA modificou o modo de se ver e fazer política. Nas eleições dos anos anteriores, já podia-se notar um tímido uso da Internet como mais uma possibilidade de divulgação das propostas dos candidatos. Porém, Obama não se restringiu a isso. Além de mostrar ao mundo as suas principais ações, ele também estabeleceu uma rede de comunicação direta com os eleitores, principalmente com o público jovem-adulto. Através da criação de sua própria rede social, o MyBarackObama e de contas no Facebook, Linkedin, Digg, Eventful, Myspace, Youtube, Flickr, e Twitter, Barack divulgou suas propostas, esclareceu dúvidas e, acima de tudo, conquistou milhares de eleitores.


No seu site oficial, também havia espaços para notícias, conteúdos personalizados por estado, loja virtual, comunidades, fotos, wallpapers, músicas, conteúdo para celular, espaço para debates online, entre outros. O eleitor que se cadastrasse no site recebia constantemente e-mails, convites, solicitação de ajuda financeira, vídeos, material de campanha, relatos da campanha e atividades da equipe de Barack Obama. Por fim, a equipe de profissionais especializados também criou um aplicativo para o Iphone, em que o usuário era atualizado por notícias, propostas, agenda do candidato, entre outros.


Diante de tantas ações, o resultado não poderia ser outro: além de conquistar a presidência dos EUA, Obama, através da sua campanha, arrecadou meio bilhão de doláres em doações online; recebeu mais de 1 bilhão de e-mails; 1 milhão de pessoas se tornaram assinantes do sistema de envio de mensagens pelo celular; 200 mil eventos foram planejados; 400 mil posts escritos; mais de 35 mil grupos foram criados por meio da rede MyBarackObama; mais de 120 mil pessoas passaram a segui-lo no Twitter; 2.3 milhões de pessoas participaram do grupo no Facebook e seus vídeos no Youtube completaram mais de 11 milhões de views. Segundo Carlos Merigo, a campanha de Obama "(...) reescreveu as regras de como atingir os eleitores, arrecadar dinheiro, organizar voluntários, monitorar e moldar a opinião pública, além de lidar com ataques políticos, muito deles feitos por blogs que nem existiam há quatro anos atrás".

Baseado nesse resultado que as campanhas eleitorais do Brasil estão ganhando novos rumos. Além de sites e blogs, os candidatos passaram a fazer parte de diversas redes sociais, nas quais divulgam suas propostas e tentam realizar uma espécie de "aproximação" com seus futuros eleitores. Diante disso, pode-se notar que o Marketing Político digital tornou-se um mecanismo extremamente interessante para os candidatos, não só pelo seu baixo custo, mas, principalmente, pelo seu grande alcance.

Fontes: